- Schopenhauer (1788-1860) teve como inspiradores: o Hinduísmo e os escritos de Platão e de Kant. Sua intuição essencial é a de que o mundo é fundamentalmente "querer-viver", tudo não passa de um esforço universal absurdo. Em sua visão: pessimismo e ateísmo estão lado a lado na defesa do ascetismo, modo de encontrar a serenidade. [...] O fato imediato para nós é a necessidade. (Grissault, 2012)
- Para o filósofo maior mérito de Kant foi ter estabelecido claramente a distinção entre fenômeno [REPRESENTAÇÃO] e coisa-em-si; o maior demérito foi ter decretado a impossibilidade da metafísica posto que seria impossível ter acesso à coisa-em-si.
- Para Schopenhauer é possível ter acesso à coisa-em-si [por meio da experiência interior]: ela é a VONTADE, cega e sem objetivo, que cria e anima todo universo.
Fundador do pessimismo, Schopenhauer se opõe aos grandes sistemas racionalistas dos filósofos alemães (Hegel, sobretudo), criticados por ele de maneira acerba. No entanto, ele reconhece sua dívida para com a obra de Kant, que era, segundo suas próprias palavras, "a coisa mais considerável que se produziu em vinte séculos de filosofia". A influência de Schopenhauer é perceptível em Nietzsche, sobretudo, que [Não obstante] se empenhará em combater o ideal ascético defendido por Schopenhauer, em que Nietzsche vê o sintoma da decadência da vontade de potência [Niilismo]. (Grissault, 2012)
A OBRA
O mundo como vontade e como representação, está dividida em dois tomos [T1 e T2], sendo o primeiro tomo dividido em quatro livros [L1 a L4].
No primeiro tomo:
- O primeiro livro trata do mundo como representação [FENÔMENO].
- O segundo livro passa em revista os graus e as formas de manifestação da VONTADE na natureza.
- O terceiro livro é dedicado à teoria da arte.
- O quarto livro trata de ética, filosofia e religião.
O segundo tomo apresenta suplementos dos livros do primeiro tomo.
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