segunda-feira, 16 de maio de 2016

O PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE

Antes de começarmos o resumo propriamente dito da obra, apresento um conceito fundamental exposto na tese de doutorado de Schopenhauer (Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente). Faço isto porque o autor reiteradamente cita tal princípio e o considera um pré-requisito básico para entendimento de sua filosofia:

  • O Princípio da Razão (Causa) Suficiente é um postulado formalmente formulado por Leibniz, embora a ideia tenha sido concebida e utilizada, antes, por vários outros filósofos como: Anaximandro, Parmênides, Arquimedes, Platão, Aristóteles, Cícero, Avicena, Tomás de Aquino, Espinosa etc.
  • Postulado, vale lembrar, é o que se considera como fato reconhecido e ponto de partida, implícito ou explícito, de uma argumentação; premissa.
  • Assim: procurar uma prova do princípio de razão suficiente é um absurdo.

O PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE é assim enunciado pelo filósofo:

  • "Nada é sem uma razão para ser assim e não de outro modo".

Tal princípio possui QUATRO RAÍZES.

  • O princípio da razão do devir estabelece o fundamento dos fenômenos, da realidade efetiva.
  • O princípio da razão do conhecer norteia as representações das representações: os conceitos. Estabelece o fundamento dos juízos, das proposições acerca do mundo que se pretendem verdadeiras.
  • O princípio da razão do ser estabelece o fundamento das matemáticas. Das intuições dadas a priori: espaço, tempo e causalidade.
  • O princípio da razão do agir norteia o sujeito do querer. Estabelece o fundamento, os motivos da conduta humana.

Esquematicamente, temos:

PRINCÍPIO DA RAZÃO SUFICIENTE:
  • do devir --- fenômenos.
  • do conhecer --- conceitos.
  • da razão do ser --- espaço, tempo e causalidade.
  • do agir --- motivação.

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