"O mundo é minha representação".
Esta é a verdade a priori, por excelência. Verdade mais universal até que tempo, espaço e causalidade.
Não esqueçamos, porém, que por outro lado, "O mundo é minha vontade", mas este é o tema do Livro segundo.
Por enquanto, atentemos que:
"A divisão [desmembramento da VONTADE, coisa em si] em SUJEITO e OBJETO [...] é a forma mais [básica] sob a qual é possível pensar qualquer tipo de representação abstrata ou intuitiva, pura ou empírica".
"Verdade alguma é [...] mais certa [...] do que esta: o que existe [...] é apenas objeto em relação ao sujeito, intuição de quem intui, numa palavra, representação".
Esta verdade fundamental é princípio básico da filosofia védica (p.ex: Vyasa citado por W. Jones):
O dogma fundamental da escola védica consiste não em negar a existência da matéria [...] (o que seria insensatez) mas [...] em afirmar que a matéria não possui essência alguma independente da percepção mental, visto que existência e perceptibilidade são termos intercambiáveis.
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