sexta-feira, 20 de maio de 2016

T1; L1; § 3. [REPRESENTAÇÕES INTUITIVAS E ABSTRATAS / PRINCÍPIO DE RAZÃO DO SER / MÃYÃ].

Grosso modo, nossas representações podem ser de dois tipos: ou intuitivas; ou abstratas.
As representações abstratas são - sempre - conceituais e exclusivas do ser humano.
As representações intuitivas são pré-conceituais e universais.

AS REPRESENTAÇÕES INTUITIVAS

"As representações intuitivas compreendem todo o mundo visível, ou a experiência inteira, incluindo as suas condições de possibilidade".

MAS O QUE SÃO CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE?

São as condições que possibilitam qualquer experiência. Elas são intuídas a priori (Kant). São conditio sine qua non à qualquer experiência - por mais básica que possamos concebê-la.
As condições de possibilidade são, portanto, as "formas do mundo visível" - tempo e espaço {"formas universais da intuição [...] intuitíveis por se, independentes da experiência, e cognoscíveis segundo sua inteira conformidade a leis, nisto, baseando-se a matemática com a sua infalibilidade"}.

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Heráclito, Platão, Espinosa e Kant concordam com a sabedoria milenar indiana a respeito do que seja o que Schopenhauer chama de o MUNDO COMO REPRESENTAÇÃO, SUBMETIDO AO PRINCÍPIO DA RAZÃO: é, precisamente, Mãyã {"O véu da ilusão, que envolve os olhos dos mortais, deixando-lhes ver um mundo do qual não se pode falar que é nem que não é, pois assemelha-se ao sonho"}.

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