"Aquele que tudo conhece mas não é conhecido por ninguém é o SUJEITO".
"Cada um encontra-se a si mesmo como esse sujeito, todavia, somente na medida em que conhece, não na medida em que é objeto de conhecimento".
"Objeto, contudo, já é o seu corpo, que, desse ponto de vista, também denominamos representação".
"[O corpo] encontra-se, como todos os objetos [...], no tempo e no espaço, mediante os quais se dá a pluralidade".
"O sujeito, entretanto, [...], não se encontra nessas formas, que, antes já o pressupõem: ao sujeito, portanto, não cabe pluralidade nem seu oposto, unidade."
"O mundo como representação possui duas metades essenciais necessárias e inseparáveis. Uma é o OBJETO, cuja forma é espaço e tempo, e, mediante estes, pluralidade. A outra, entretanto, o SUJEITO, não se encontra no espaço nem no tempo, pois está inteiro e indiviso em cada ser que representa".
O sujeito, em Kant e para Schopenhauer, conhece a priori as formas essenciais e universais de todo objeto (tempo, espaço e causalidade) e isto mostra precisamente a reciprocidade do limite entre sujeito e objeto.
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